QUERO QUEBRAR A TUA CARA

Não apareça na minha frente
Não sobrará um dente
Quebro a tua cara com murro certeiro
Para deixar de ser brejeiro

Nem tente olhar-me nos olhos
Jogo-te spray de pimenta
Para sentires a mesma dor
Que em mim é latente

Neste teu gingado de malandro
Dou uma rasteira para cair de joelho
E aprender a pedir perdão

Mas não pense em abrir esta tua boca maldita
Jogo-te dentro um copo de formiga
Para calar tuas mentiras,
Ferir sua língua ferina

E quando estiveres gemendo, suplicando-me...
Vou soltar uma deliciosa gargalhada
E avisar a mulherada que o garanhão aprendeu a lição

Vou sentir-me aliviada e ao mesmo tempo frustrada
Pois toda mulher tem um lado canalha
Que gosta mesmo de um homem que nada valha
Para no prazer se jogar e se perder...

Essa fraqueza escondo atrás da minha mágoa
Viro as costas e caminho segura
Deixo para traz essa nossa loucura
Mas não pense que te esqueci

Um dia quando cruzares meu caminho
Estarei linda, vestida para matar
E com minha sandália mais nobre
Pisar-te-ei de mansinho
Para sua arrogância sufocar

Sei que tentarás seduzir-me
Minhas palavras rudes sufocaram sua virilidade
Desnorteado, reduzir-te-ei a malandro sem identidade
Não faço mais papel de otária
Vou brilhar num palco só meu.


Copyright © 2012 - Todos os Direitos Reservados à Marcela Re Ribeiro - Reprodução Proibida

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